A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) atualizou sua Taxonomia de Finanças Sustentáveis para alinhá-la à Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), instituída no fim de 2025. A revisão amplia os critérios de classificação das operações financeiras e busca dar mais precisão ao direcionamento de recursos para atividades com benefícios ambientais, climáticos e sociais.
A metodologia considera a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e avalia tanto a contribuição das operações para a sustentabilidade quanto a exposição das atividades aos riscos climáticos e ambientais. O modelo também contempla linhas e subprogramas públicos federais e estaduais elegíveis e permite que os bancos adotem critérios complementares.
Segundo a Febraban, a atualização busca ampliar a transparência e a comparabilidade das classificações, além de facilitar a integração com referências internacionais. A entidade afirma que o modelo pode apoiar o financiamento da transição para uma economia de baixo carbono e fortalecer a gestão de riscos socioambientais pelas instituições financeiras.
Para Amaury Oliva, diretor de Sustentabilidade da Febraban, o alinhamento à taxonomia brasileira e aos padrões internacionais oferece ao setor bancário uma ferramenta mais robusta para orientar investimentos sustentáveis.
“O número de bancos que estabelecem metas para ampliar o financiamento de atividades com benefícios ambientais, climáticos e sociais tem crescido de forma consistente nos últimos anos e reafirma o compromisso dos bancos com a agenda socioambiental e climática”, afirmou.