Eco Invest mobiliza R$ 50 bilhões para economia verde

Rodada recebeu demanda de R$ 181 bilhões e selecionou projetos em seis cadeias produtivas

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, explica Eco Invest, em SP Foto: Rosiane Reis/Ministério da Fazenda.

O 5º Leilão do Eco Invest Brasil homologou R$ 49,95 bilhões em investimentos para seis cadeias ligadas à transformação ecológica. A rodada, concluída nesta quarta-feira (7/10), recebeu 23 propostas de seis instituições financeiras, com demanda de R$ 181,3 bilhões. Os recursos serão destinados a inovação, economia de baixo carbono, crédito corporativo e pesquisa tecnológica.

A maior fatia, de R$ 11 bilhões, foi para a circularidade de resíduos minerais e industriais. O Bradesco também venceu nas áreas de fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas, com R$ 9 bilhões, e biomateriais e química verde, com R$ 8,5 bilhões.

O Itaú ficou com a cadeia de automação e inteligência artificial aplicada à produção, com R$ 9,75 bilhões. O Santander venceu na área de minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica, com R$ 6,5 bilhões. O HSBC ficou com combustíveis verdes avançados, biogás e biometano, com R$ 5,2 bilhões.

Segundo o Tesouro Nacional, a rodada terá alavancagem de 3,8 vezes. A partir do capital público catalítico, os bancos deverão mobilizar recursos privados em volume quase quatro vezes maior.

Dos recursos públicos, R$ 9 bilhões serão destinados aos fundos de inovação e R$ 4,2 bilhões ao crédito corporativo. As instituições também deverão direcionar ao menos R$ 250 milhões, no primeiro ano, para universidades e institutos de ciência e tecnologia. Entre as áreas contempladas estão reciclagem, manufatura inteligente, biofertilizantes, bioinsumos, biodefensivos, baterias e armazenamento de energia.