O Produto Interno Bruto (PIB) apresentou alta de 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, na série com ajuste sazonal, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (1º/09).
O indicador que mede as riquezas produzidas pelo país apresentou desaceleração em relação à alta de 1,1% de janeiro a março deste ano, sem revisões pelo IBGE, e somou R$ 3,4 trilhões.
Na análise da produção, destaca-se o crescimento de 2,8% na agropecuária em relação ao trimestre anterior, ou seja na margem. Serviços e indústria registraram variações positivas de 0,2% e de 0,1%, respectivamente, na mesma base de comparação.
Pela ótica da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador dos investimentos, cresceu 1,2% na margem. Enquanto isso, o consumo do governo registrou variação de 0,4% e o consumo das famílias recuou 0,4%, na mesma base de comparação.
No setor externo, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8%, enquanto as importações avançaram 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026.
Na comparação com o mesmo período de 2025, a alta do PIB foi de 2%, com avanço de 6,8% na agropecuária e alta de 1,5%, tanto na indústria quanto nos serviços. O consumo do governo cresceu 1,4% enquanto o consumo das famílias, 0,5%. A Formação Bruta de Capital Fixo teve expansão de 3,1%.
A taxa de investimento foi de 16,1% do PIB, abaixo dos 16,6% do segundo trimestre de 2025. Enquanto isso, a taxa de poupança foi de 16,6%, superando os 16,5% do mesmo trimestre de 2025.
Acumulado em quatro trimestres
No acumulado em quatro trimestres encerrados em junho de 2026, o PIB cresceu 1,9% na comparação com os quatro trimestres imediatamente anteriores, com altas de 6,2% na agropecuária, de 1,4% na indústria e de 1,7% em serviços.
Na análise da demanda, o consumo famílias e a e o consumo do governo cresceram de 0,9% e 2,8%, respectivamente. Enquanto isso, os investimentos recuaram 0,2% após vários resultados positivos nos trimestres anteriores. No setor externo, as exportações apresentaram alta de 8% e as importações avançaram 2,1%.