A polarização impede a ascensão de novos líderes políticos no país. Apesar de estar preso, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda é o principal nome da oposição, de acordo com dados de um recorte sobre lideranças políticas da pesquisa Genial Quaest sobre a corrida eleitoral para o Palácio do Planalto, divulgado nesta sexta-feira (16/1).
Conforme o levantamento, Bolsonaro e a esposa Michelle têm a imagem positiva para 41% e 39% dos eleitores que os conhecem, respectivamente. Por outro lado, a rejeição do ex-capitão é elevada, chegando a 53% – a maior entre as nove lideranças pesquisadas pela Quaest em parceria com a Genial Investimentos. Já a ex-primeira-dama tem imagem negativa para 38% dos entrevistados que a conhecem.
Integram a lista o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSD), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com avaliação positiva de 37% e 32% dos entrevistados, respectivamente. Ambos são os únicos nomes da ala governista citados na pesquisa e estão atrás de Michelle e de Bolsonaro.
Na sequência, as avaliações positivas dos entrevistados foram para o influenciador Pablo Marçal (27%), o pastor Silas Malafaia (17%), a senadora Teresa Cristina (11%), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com 11%, e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), com 7%.
Depois de Bolsonaro, Malafaia tem a segunda imagem negativa entre os eleitores na listagem, de 46%, percentual maior do que o de Haddad, com avaliação negativa de 42% dos entrevistados. Michelle, em quarto lugar, tem avaliação negativa de 39% dos entrevistados, e Alckmin, 37%.
Teresa Cristina recebeu a menor avaliação negativa entre os eleitores, de 14%. Já Motta e Alcolumbre apresentam rejeição semelhante, de 26% e 25%, respectivamente, e ficaram na lanterna da listagem, refletindo a deterioração da imagem das duas Casas do Congresso junto à população.
Rejeição maior no Nordeste
A avaliação negativa de Bolsonaro é maior no Nordeste (67%) e entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos (59%). Já a avaliação positiva é maior entre os eleitores do Sul (58%) e os que ganham mais de cinco salários mínimos (52%).
Esses dados mostram que, apesar de liderar as intenções de voto em todos os cenários, Lula ainda não tem um sucessor. Além disso, tem rejeição elevada, de 54%, ficando atrás apenas do senador Flávio Bolsonaro (PL), 55%, entre os pré-candidatos para as eleições de outubro, conforme os dados levantados pela Quaest. A direita também não consegue um candidato que consiga vencer Lula e que não seja da família Bolsonaro, que segue como o nome mais forte da oposição.
O levantamento realizou 2.004 entrevistas com eleitores acima de 16 anos entre os dias 6 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
