A General Motors, dona da marca Chevrolet, tinha em 2020 uma participação de 17,3% do mercado brasileiro de automóveis. No final do ano passado, o market share (porcentagem das vendas, receita ou clientes em relação ao total do setor) havia despencado para pouco mais de 10,8%. Em volume real de vendas, os números até assustam: foram 314 mil unidades em 2024 para 275 mil em 2025.
No primeiro trimestre deste ano, porém, a Chevrolet tem reagido e melhorando sua aceitação, com alta de uns 10%. E agora chega mais um motivo para ela tentar se recuperar: o novo Chevrolet Sonic. O nome é velho, de um modelo que fracassou por aqui. Mas o SUV compacto, apresentado globalmente no Brasil, vem para disputar espaço em um segmento altamente competitivo, com 25% da venda total de veículos leves – e no qual tem o Volkswagen Tera como líder.

As vendas começam em maio. A GM diz que o modelo foi desenvolvido integralmente em ambiente virtual, com inteligência artificial para otimizar o trabalho conjunto de engenheiros e designers desde as etapas iniciais. A referência é Equinox EV. Como este, adota a mais recente linguagem dos SUVs globais da Chevrolet, com a grade dividida em dois níveis bem marcados: a porção inferior concentra o maior volume visual e a superior se conecta às luzes diurnas de LED. Essa assinatura luminosa reforça a identidade do modelo e traz funções como a DRL e o indicador de direção – em um único elemento. O Sonic estreia a gravata atualizada da Chevrolet, mais horizontalizada e com aplicação em preto.

Na traseira, as lanternas de LED, com construção tridimensional, avançam levemente para fora do plano da carroceria e formam uma barra seccionada, criando uma assinatura luminosa de caráter técnico. O vidro traseiro mais inclinado não compromete a visibilidade, enquanto o prolongamento da tampa otimiza a capacidade do porta-malas.
A cabine foi pensada para o melhor equilíbrio na relação de espaço dos passageiros dianteiros e traseiros, dos pés à cabeça. O painel em linhas horizontais ajuda a ampliar visualmente a largura do interior, marcado pela atmosfera high-tech. O destaque fica por conta do Virtual Cockpit System da Chevrolet, que une o painel digital e o multimídia de conectividade avançada.

Os assentos têm capa premium, com uma camada extra de espuma, herdado do Tracker. Essa solução ajuda a moldar melhor o corpo, ampliando a sensação de conforto, principalmente em deslocamentos prolongados. A motorização, assim como os preços, não foram divulgados. Mas ele deve usar o velho 1.0 adotado em outros modelos da marca.
Mercado local – O Sonic foi idealizado na América do Sul e criado para acompanhar as novas necessidades do mercado local. Durante seu desenvolvimento, o produto foi submetido a diversas clínicas com consumidores, em momentos distintos do projeto. O carro se destacou principalmente entre aqueles de espírito jovial, que valorizam produtos com design inovador para expressar sua personalidade marcante, em linha com um estilo de vida urbano e conectado.
Embora derive de uma arquitetura modular global da GM, o Sonic adota proporções próprias – comprimento de 4,23m, largura de 1,77m e altura de 1,53m – definidas especificamente para este projeto, de forma a fazer do inédito SUV cupê da Chevrolet uma referência dentro do segmento em aproveitamento de espaço interno, ergonomia e prazer ao dirigir.
O Sonic ocupa o espaço entre o Onix Activ e o Tracker no portfólio da Chevrolet. Sua produção se concentra na fábrica da GM em Gravataí (RS), especializada em veículos de alto volume e voltados também para exportação.