O índice do banco BV que mede a variação de preços de automóveis leves usados em todo o país avançou 0,43% em maio, registrando uma aceleração em relação ao observado no mês passado (+0,27%). Porém, ainda abaixo da média do trimestre, quando a variação foi de 0,72% No acumulado em 12 meses, a alta é de 6,94%.
O resultado de maio indica, na visão do economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, uma oscilação dentro do esperado. “O número mostra que o mercado não perdeu o ritmo. Esse comportamento é compatível com um ambiente no qual o consumo segue resiliente, mas começa a responder de forma mais sensível às condições financeiras, alternando meses de maior e menor demanda”, explica.
A variação nos preços foi influenciada pelo desempenho de modelos como o Renault Kwid (4,58%), Honda HR-V (1,85%) e Volkswagen Gol (1,60%), que contribuíram para a aceleração do índice em maio. Na outra ponta, GM Onix, que puxou a alta por três meses consecutivos, registrou queda de 0,36% em maio. Sua versão sedã, a Onix Plus, teve a retração mais significativa do período, com queda de 1,39%, seguido por Fiat Mobi (-1,14%) e Fiat Uno (-1,12%).
No recorte por regiões, o Centro-Oeste se destaca por registrar a maior variação em maio, (+0,99%), com destaque para o Mato Grosso do Sul, que apresentou a maior taxa entre todos os Estados do país (+1,19%).
O IBV Auto revela, ainda, que o tipo de propulsão influencia diretamente na manutenção de valor dos veículos, com um contraste nítido entre os modelos elétricos e a combustão. Os elétricos lançados em 2023 acumulam desvalorização de 45,6% até maio de 2026, pressionados pela queda nos preços dos veículos novos e pelas estratégias agressivas das montadoras para acelerar a comercialização desses modelos.
No mesmo ano, os híbridos perderam 25,2% e os modelos a combustão apenas 20%. Nos modelos de 2022, a desvalorização dos elétricos chega a 49,3%, enquanto os automóveis a combustão (modelos comparáveis) perderam 13,4%.