TSE dá início à etapa que garante a segurança dos sistemas usados nas urnas

Compilação, assinatura digital e lacração dos programas eleitorais serão concluídas em cerimônia no dia 4 de setembro, em Brasília

TSE dá início à etapa que garante a segurança dos sistemas usados nas urnas; Compilação, assinatura digital e lacração dos programas eleitorais serão concluídas em cerimônia no dia 4 de setembro, em Brasília
Créditos: Alejandro Zambrana/Secom/TSETSE dá início à etapa que garante a segurança dos sistemas usados nas urnas; Compilação, assinatura digital e lacração dos programas eleitorais serão concluídas em cerimônia no dia 4 de setembro, em Brasília

A 34 dias das eleições gerais de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entrou em um dos momentos mais sensíveis do calendário eleitoral: o fechamento dos softwares que vão rodar nas urnas eletrônicas. Até quinta-feira, equipes técnicas do tribunal vão compilar os programas que vão registrar o voto, a totalização e a transmissão dos resultados. Na prática, é o momento em que o código sai da fase de testes e ganha a versão que efetivamente será usada nas seções eleitorais.

O trabalho se iniciou nesta segunda-feira (31/8), mas já tem um desfecho marcado: 4 de setembro, data da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, em Brasília. É ali que o TSE fecha o ciclo, assinando digitalmente cada sistema e lacrando fisicamente as mídias que os armazenam.

A assinatura digital não é apenas um protocolo burocrático. Ela gera hashes, uma espécie de impressão digital de cada programa, que funcionam como prova de integridade, qualquer alteração, por menor que seja, muda o código gerado e denuncia a adulteração. É esse mecanismo que permite, mais adiante, comparar o sistema efetivamente usado nas urnas com a versão que foi testada e aprovada.

A lacração cumpre um papel complementar. Uma vez fechadas as mídias, elas ficam protegidas contra qualquer modificação e passam a ser guardadas na sala-cofre do tribunal. De lá, cópias seguem para os tribunais regionais eleitorais, que preparam as urnas de cada estado a partir desse material oficial.

Diferentemente de um procedimento interno, essa fase é aberta à análise externa. Partidos, Ministério Público, OAB e outras entidades credenciadas acompanham a compilação e podem conferir a integridade dos sistemas antes da assinatura final. Quem desenvolveu ferramentas próprias de verificação também tem seus programas incorporados ao mesmo processo, com cópias guardadas junto às do TSE. No fim, os resumos digitais de tudo o que foi assinado são divulgados publicamente, permitindo que qualquer interessado confira os dados depois.

O calendário começou nesta segunda (31), com a abertura oficial da cerimônia. Entre 1º e 3 de setembro ocorre a fase de compilação, acompanhada pelas entidades fiscalizadoras. O encerramento fica para o dia 4, quando TSE e fiscais assinam digitalmente os sistemas, seguido da lacração física e digital e do envio das mídias para a sala-cofre.