Por Mannu Leones e Raphaela Peixoto — A senadora Leila do Vôlei (PDT), candidata à reeleição pelo Distrito Federal (DF), afirmou que vai recorrer à Justiça contra ataques que considerar ofensivos à honra e ao trabalho. A declaração foi feita em entrevista ao Em alta na política, após a candidata compartilhar nas redes sociais que foi abordada de forma agressiva durante uma panfletagem na Rodoviária do Plano Piloro de Brasília por um candidato a deputado distrital pelo PL. “Vou judicializar tudo”, afirma Leila. “Tudo o que tentarem mexer com a minha honra e com o meu trabalho, eu vou judicializar, pode ter certeza”, promete.
O candidato em questão é Victor Jansen (PL), que disputa uma cadeira na Câmara Legislativa do DF. Segundo a senadora, Victor estava acompanhado de um auxiliar que fazia gravações. Leila afirmou que ele fez acusações contra a atuação política, classificou-a como integrante da “extrema esquerda” e não permitiu que ela respondesse. A abordagem provocou um tumulto entre apoiadores e pessoas que passavam pelo local.
Na avaliação de Leila, a gravação teria sido feita com o objetivo de produzir conteúdo para as redes sociais, com a possibilidade de divulgação de trechos editados, os famosos “cortes”. Para apresentar diferente versão dos fatos, a senadora decidiu publicar um vídeo sobre o episódio nas próprias redes sociais.
Durante entrevista ao Em Alta na Política, Leila ainda classificou a abordagem como machista e misógina. Segundo a candidata, a mesma postura não seria adotada diante de um homem. A senadora também relacionou o episódio ao acirramento da disputa eleitoral. “A gente sabe que na disputa para o Senado temos quatro nomes aí, quatro mulheres. E faltando três semanas vai bater o desespero, vai bater a perseguição, vão tentar coação, tentar me intimidar, me envergonhar perante as pessoas”, afirmou.
Apesar do episódio, Leila disse que não pretende alterar a estratégia de campanha. A candidata afirmou que continuará nas ruas e manterá o contato direto com os eleitores. “Vou estar na rua, vou conversar com as pessoas, porque, nesses oito anos, o que eu mais prezei foi esse contato com as pessoas, que o melhor da política, graças a Deus, são as pessoas”, disse.
A senadora também criticou a polarização política no Distrito Federal. Para ela, a disputa em torno de temas nacionais tem deixado em segundo plano problemas locais. Leila afirmou que setores da extrema-direita concentram os esforços em ataques aos adversários em vez de discutir propostas para a cidade. “Brasília é a maior vítima dessa polarização e desse ódio. Enquanto a gente se apega à pauta nacional, a gente deixa de debater e de falar o que é importante para a cidade”, afirmou.
O Em Alta na Política também entrou com Victor Jansen. Para o candidato, as acusações feitas pela senadora “não tem fundamento nenhum com a verdade” e a intenção ao questionar Leila foi cobrar respostas de uma servidora pública. Victor ainda diz que não foi agressivo com a senadora, mas que Leila chegou a gritar com a equipe que o acompanhava.
“Eu não altero a minha voz em nenhum momento, nem a minha voz eu altero contra a senadora, mas ela sim, ao ser abordada foi para cima da gente, inclusive falou gritando, ficou totalmente exaltada, o vídeo é cristalino, ele é claro”, afirma o candidato. “Essa narrativa de que houve ataque, a gente está preparado para responder contra isso, inclusive juridicamente”, se a gente for acusado de algo que nós não fizemos, porque não houve agressão, não houve ataque, houve”, concluiu.
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