Goldman Sachs prevê 8% de chances para Brasil vencer a Copa do Mundo

Pelas projeções do Goldman Sachs, Espanha tem 26% de chances de vencer a Copa do Mundo de 2026, enquanto França tem 19%. Já as probabilidades de o Brasil ganhar o hexa são de apenas 8%

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O modelo de previsões do banco norte-americano Goldman Sachs prevê que o grande vencedor da Copa do Mundo de 2026, que está sendo realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México, entre 11 de junho e 19 de julho, tem a Espanha com o país com maior probabilidade de levantar a taça, para a tristeza dos brasileiros que sonham o hexa no principal campeonato de futebol do planeta. De acordo com a instituição financeira, Brasil, único pentacampeão das Copas, tem apenas 8% de chances de vencer o campeonato.

O modelo utilizado pelo Goldman Sachs para fazer as estimativas considera dados históricos de desempenho de cada seleção, destacando o sistema de classificação Elo, originalmente criado para ranquear jogadores de xadrez, são o principal fator determinante do número de gols marcados. No entanto, o banco demonstou que, mesmo para uma determinada pontuação Elo, a capacidade ofensiva e o momento da equipe são relevantes, assim como diversos fatores geográficos e de mentalidade.

Conforme o relatório do Goldman Sachs, divulgado nesta segunda-feira (29/6), a Espanha tem 26% de probabilidade de conquistar o título de campeã da Copa deste ano, seguida pela França, com 19%. A Argentina obteve 14% de chances de vitória enquanto o Brasil, obteve apenas 8%, seguido da Inglaterra, com 5% de probabilidade de levar o título. Com isso, a seleção canarinho ainda não convenceu, apesar de passar pelo primeiro mata-mata da competição, derrotando o Japão pelo placar de 2×1, nesta segunda-feira, conquistando vaga nas oitavas.

“A previsão de vitória da Espanha baseia-se em sua posição de liderança no ranking Elo, sustentada pela capacidade ofensiva e pelo bom momento da equipe antes da competição. A Argentina é penalizada pelo fenômeno da ‘queda de desempenho do campeão’ — ou seja, o desempenho estatisticamente inferior dos atuais detentores do título na Copa seguinte”, explicou o documento da instituição financeira.

Segundo o relatório do Goldman Sachs, a França enfrenta a provável dificuldade de encarar a Espanha, líder do ranking, nas semifinais; e a Inglaterra apresenta desempenho abaixo do esperado em relação ao seu ranking Elo “devido a decepções históricas em torneios”.

O estudo ainda atualiza as classificações Elo e as variáveis ​​de momento de forma recursiva ao longo do torneio, com base em placares previstos pelo modelo ou, posteriormente, nos placares reais. A previsão sem arredondamento para definir o vencedor na fase eliminatória. As projeções do banco projetam semifinais entre França e Espanha; e entre Brasil e Argentina, com *La Roja* e *La Albiceleste*, as atuais campeãs continentais da Europa e da América do Sul, respectivamente, enfrentando-se em uma “finalíssima” da competição. 

“Esperamos que a Espanha conquiste sua segunda Copa do Mundo em 19 de julho, com Messi (que completará 39 anos durante o torneio) passando o bastão para Lamine Yamal (que celebrará seu 19º aniversário poucos dias antes da final em Nova York)”, destacou o documento do Goldman Sachs citando o estádio que sediará a final do campeonato.

A previsão do banco norte-americano é de que a previsão está alinhada ao padrão histórico segundo o qual a Copa do Mundo “quase sempre retorna à Europa após ter sido vencida por uma seleção sul-americana, sendo que a única exceção foram as vitórias consecutivas do Brasil em 1958 e em 1962.