Lotus traz três modelos ao Brasil; confira os preços

Tradicional marca esportiva britânica aposta no desempenho. Modelo de ‘entrada’ tem dois motores elétricos, tração integral e fornece 612cv. Brasília deve ganhar uma loja própria

A Lotus foi fundada pelo engenheiro Colin Chapman na Inglaterra, no começo da década de 1950. Tinha como lema um princípio: a leveza e a genialidade de projeto poderiam vencer a força bruta dos motores. Hoje controlada pelos chineses do grupo Geely (desde 2017, na verdade), a Lotus chega de fato ao Brasil e continua focada em aerodinâmica e agilidade começou – mas de carros esportivos puros, legítimos, digamos assim. São três modelos para os brasileiros: o Emira, o SUV Eletre e o sedã Emeya. E em cinco configurações, com preços entre R$ 795 mil e R$ 1,23 milhão. 

O primeiro é o Emira, que pesa a partir de 1.530 kg. Já o Eletre e o Emeya são mais pesados (2,7 toneladas em razão das baterias e da quantidade de equipamentos). Mesmo sendo um carro de ‘entrada’, o Eletre 600 mede 5,10 metros de comprimento, 2,02 m de largura e tem 3,02 m de distância entre-eixos e vai custar R$ 795 mil. Ele vem com dois motores elétricos, tração integral e gera 612cv e 72,4kgfm de torque. E acelera de zero a 100 km/h em 4,5 segundos, com velocidade máxima de 258 km/h. A bateria de 112 kWh proporciona alcance de até 600km (mas os dados ainda não foram aprovados pelo Inmetro). 

Confira versões e preços:

  • Eletre 600 Sport SE: R$ 795.000
  • Eletre 900 Carbon: R$ 995.000
  • Emeya 900: R$ 975.000
  • Emira V6 SE manual: R$ 1.230.000

O Eletre 900 Carbon tem potência para 918cv e o torque para 100,4kgfm. Faz de zero a 100 km/h de 2,95 segundos, enquanto a velocidade máxima sobe para 265 km/h. A bateria também é de 112kWh, mas a autonomia foi divulgada como sendo até 490km. E pesa 2.710 kg, contra 2.584 kg da versão de entrada. Já o Emeya será vendido apenas na configuração 900. O sedã tem dois motores que entregam 918cv de potência e 100,4 kgfm de torque – e com tração integral. Acelera de zero a 100 km/h em 2,7 segundos. A velocidade máxima é de 256 km/h.  Com 5,14 metros de comprimento e 3,07 m de entre-eixos, o Emeya pesa 2.675 kg. Para facilitar as mudanças de direção, o modelo conta com esterçamento das rodas traseiras em até 3,5 graus.

Motor Mercedes-AMG – O Emira tem motor central, tração traseira, dois lugares e pesa menos (em relação aos elétricos) uma tonelada. A versão Turbo SE usa um motor 2.0 de quatro cilindros, turbo, com 406cv e 48,9kgfm. O propulsor é fabricado pela Mercedes-AMG e permite acelerar de zero a 100 km/h em 4 segundos e atingir 291 km/h. O câmbio automatizado de dupla embreagem tem oito marchas O Emira Turbo SE pesa 1.530 kg e custa R$ 1,03 milhão. 

No topo da gama está o Emira V6 SE, equipado com motor 3.5 V6 sobrealimentado da Toyota (o mesmo do Camry, por exemplo). São os mesmos 406 cv, mas com torque de 42,8 kgfm. A transmissão manual de seis marchas tem grelha exposta, enquanto a aceleração de zero a 100 km/h leva 4,3 segundos. A máxima é de 290 km/h. Com 1.568 kg, o Emira V6 é ligeiramente mais pesado que o turbo. Ainda assim, permanece como o representante mais direto da velha receita de Chapman graças ao combo carroceria compacta, motor central, tração traseira e redução de peso.

Sob encomenda – Por razões óbvias, a marca aposta em exclusividade e personalização – e já cria uma expectativa de que 70% das vendas sejam feitas sob encomenda, permitindo ao cliente escolher diferentes configurações e equipamentos. Inicialmente, a marca terá duas lojas próprias em São Paulo, mas já existem planos de expansão para cidades como Curitiba, Brasília e Porto Alegre. Em outubro deve vir o Emira GT4, versão destinada às pistas – que pode, talvez, servir de base para uma futura categoria monomarca no Brasil. Para 2027, a Lotus prepara o Eletre X, que deverá utilizar um sistema híbrido com extensor de autonomia. A configuração terá motores elétricos capazes de entregar 965 cv, enquanto um motor 2.0 turbo de 282 cv funcionará como gerador de energia.