Citroën C3 XTR: negocie e o leve por menos de R$ 90 mil

Modelo com visual aventureiro tem um bom custo-benefício: é relativamente espaçoso e confortável e o pacote de equipamentos é bem caprichado. Saiba mais sobre o carro

A customização de veículos não é uma mera alteração estética ou mecânica. É uma forma de expressão pessoal, na qual o dono de um modelo leva para o modelo a sua própria entidade. É por isso, certamente, que muitos brasileiros desde a década de 1950 adaptam, tunam, embelezam e personalizam, enfim, seus carros. 

E isso vai das rodas de liga leve à suspensão rebaixada, dos indesejados sistemas de som paredão a até aos inúteis aerofólios. Esse fenômeno, captado mais recentemente pelas montadoras, tornou a customização de série, digamos assim: vários modelos têm, por exemplo, suas versões que imitam os fora-de-estradas, com elevação mínima da suspensão, selos e aquela cara de esportividade. 

O C3 XTR, por exemplo, carrega consigo um jeito um pouquinho diferenciado de ser. É um carro compacto, versátil, com visual diferenciado – ou (falsamente) robusto, se assim você preferir. Por isso, deve ser considerado uma boa opção para jovens que estão chegando ao mundo automobilístico. Há pelo menos uma seis razões para tanto.

Avaliado por uma semana pela coluna Multieixos, o C3 XTR se destaca, a princípio, por uma aparência fora-de-estrada. Claro que só tem a aparência – como as molduras plásticas nas caixas de roda, o teto escurecido e com rack, os distintivos e as rodas pintadas em grafite. São detalhes legais para chamar de seus. 

E os pneus ATR, que significa All-Terrain (Todo Terreno) e dá nome à versão, completa o conjunto: ele é de uso misto (geralmente, 50% asfalto e 50% terra) é projetado para oferecer boa tração em estradas de terra, lama leve e pedras sem abrir mão da dirigibilidade. A soma de tudo até que passa uma imagem de SUV (mini, mas SUV). 

Outros atributos
A elevada distância do solo é uma das suas singularidades. Essa característica não vai levar ninguém aos Lençois Maranhenses ou ao Pantanal na época das chuvas. Mas serve para enfrentar lombadas, valetas, ruas esburacadas, estradinhas de terra batida, pequenos aguaceiros. Afinal, esse o Brasil tem, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias, apenas 37,9% da extensão rodoviária brasileira (43.301 km) estão em boas condições.

Espaço interno 

O modelo, como quase todos no país, tem capacidade oficial para cinco passageiros. Mas assim também como a maioria dos hatches, quem ficar atrás no assento do meio vai sofrer. E olhe que o C3 até oferece uma boa vida a bordo: são 3,98m de comprimento, 1,73m de largura, 1,60m de altura e 2,54m de entre-eixos. O porta-malas, por exemplo, oferece 315 litros de capacidade. Só para comparar, sem fazer juízo de valor: no do Jeep Renegade 2027 só cabem 320 litros. E nem vale a comparação com o VW Polo Track ou com o hatch Chevrolet Ônix.

Conforto 

A Citroën costuma oferecer, no geral, um bom nível de conforto. No caso do C3 XTR, destaque para a suspensão – também pensada na qualidade das nossas vias urbanas e rodoviárias. Ela consegue absorver até bem as conhecidas irregularidades do nosso mundo estradeiro. Isso devido ao conjunto de suspensões McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. E mais: os pneus de perfil 60 também colaboram com a redução dos efeitos dos impactos.

Consumo e desempenho

O modelo é equipado com o conhecido motor 1.0 Firefly aspirado – que tem origem na Fiat e gera até 75cv (com etanol) e torque de 10,7kgfm. Na vida urbana, dá conta. Nas estradas, nem tanto – principalmente em ultrapassagens ou mesmo subidas. Só para matar sua curiosidade: o 0km/h a 100km/h exige 15 segundos. O câmbio é manual de 5 marchas. A velocidade máxima constatada é 162 km/h.

Preço

O modelo C3 XTR está cotado no site da Citroën (26/26, cor Preto Perla Nera e frete incluso) em R$ 100.590.  Sem a inclusão de veículo usado na troca, o cliente paga à vista R$ 92.590. Caso o consumidor ponha o veículo usado na troca, ainda lhe será ofertado um bônus de R$ 4.000 – o que fará com que o valor caia para R$ 88.590.  

Custo-benefício

Esse não é um texto de comparação, mas de análise rápida, de percepção. Mas o fato é que ele tem um bom custo-benefício, levando-se em conta atributos de outros carros (SUVs ou mesmo hatches) compactos do mercado. Vai além do visual diferenciado. Passa, por exemplo, pela central multimídia (10 polegadas) com compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay. Conta, é sempre importante ressaltar, com uma rede de assistência consolidada (e que melhorou depois que a marca foi incorporada pela Stellantis). É garantia de disponibilidade de peças e assistência técnica. Enfim, é um carro que cabe bem para famílias pequenas, cidades esburacadas e motoristas profissionais (táxis e aplicativos). E, por fim, a generosa lista de itens de série, com ar-condicionado automático, vidros elétricos nas quatro portas e bancos com revestimento em couro.