Leandro Grass terá apoio do PSB em eventual segundo turno, diz Cristovam

Ex-governador afirma que a união PSB e PT é natural, mas apoio em primeiro turno é decisão individual de candidatos

Leandro Grass terá apoio do PSB em eventual segundo turno, diz Cristovam Buarque
Minervino Júnior CB/D.A PressCappelli e Grass são nomes do campo progressista na disputa pelo Palácio do Buriti

Por Mannu Leones e Raphaela Peixoto — Após Raphael Sebba se manifestar publicamente em apoio ao candidato do PT ao Palácio do Buriti, Leandro Grass, a quatro dias do primeiro turno, o posicionamento do candidato a distrital reverberou dentro do partido. A ação de Sebba chama atenção já que Ricardo Cappelli disputa o governo do Distrito Federal pelo partido.

Ao Em alta na política, o ex-governador Cristovam Buarque (PSB), candidato à Câmara dos Deputados, afirmou que o apoio a Leandro Grass já no primeiro turno é uma decisão individual dos candidatos. No entanto, Cristovam confirma que o PSB vai apoiar o candidato de Lula em caso de segundo turno contra a governadora Celina Leão (PP). 

De acordo com o ex-governador, é natural que partidos progressistas se unam para fortalecer chapas de esquerda e buscar um movimento mais estratégico. Fontes ligadas à campanha de Leandro Grass avaliam o movimento como “um processo natural em eleições, adepto de candidatos que não decolam”.

A decisão do candidato a distrital veio após a divulgação das últimas pesquisas eleitorais, que colocam Grass como o candidato com maior possibilidade de enfrentar Celina em um eventual segundo turno. A campanha de Sebba destaca que o candidato não fez nenhum chamamento para o restante do partido: “Foi uma decisão própria em defesa da unidade e com responsabilidade para o presente momento”.

Em nota divulgada pelas redes sociais, Sebba fez questão de registrar o papel do candidato do PSB, Ricardo Cappelli, que comandou a intervenção federal na segurança pública do DF após os atos de 8 de janeiro. Além de pontuar que a escolha por Grass não apaga o trabalho realizado por Cappelli naquele período.

“Na última década, vencemos quando estivemos juntos. E quando nos separamos, assistimos ao desmonte de direitos e ao avanço da extrema-direita, que anos depois tentou derrubar a democracia aqui, na nossa cidade”, afirmou Sebba, ao defender a união da ala progressista do DF.