Eleições 2026 têm recorde de candidaturas indígenas, com 191 nomes de mais de 60 etnias

A maioria concorre a vagas no Legislativo. São 100 candidatos a deputado estadual, 75 a deputado federal e três a distrital

Eleições 2026 têm recorde de candidaturas indígenas, com 191 nomes de mais de 66 etnias
O número é o maior desde que a Corte passou a incluir o recorte de raça nas estatísticas eleitorais, em 2014 (Crédito: Luiz Roberto/TSE)

As eleições gerais de 2026 registram 191 candidaturas indígenas, de acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os candidatos estão distribuídos por diferentes cargos e representam 65 etnias e denominações. Os dados ainda apresentam registros sem identificação precisa. Há candidatos classificados como “Não determinadas”, “Não informado”, “Não sabem”, ou “Outras etnias indígenas de outros países”. A identificação é feita a partir da autodeclaração no registro eleitoral.

A maioria concorre a vagas no Legislativo. São 100 candidatos a deputado estadual, 75 a deputado federal e três a deputado distrital. O levantamento também registra indígenas nas disputas por governador, vice-governador e senador, além de suplentes.

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O número é o maior desde que o TSE passou a incluir o recorte de raça nas estatísticas eleitorais, em 2014, conforme ressaltou a iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Campanha Indígena. O crescimento é mais evidente na eleição para a Câmara dos Deputados. Em 2014, foram registradas 25 candidaturas indígenas para deputado federal. Neste ano, o é número três vezes maior.

A distribuição das candidaturas acompanha a diversidade dos povos indígenas no território nacional. No Norte, estão registrados candidatos Makuxi, Munduruku, Mura, Wapixana, Tikuna, Kokama, Kambéba e Puri. Os Makuxi aparecem em três frentes: deputado estadual, deputado federal e Senado. Entre os Munduruku, há candidato na disputa pelo governo estadual.

No Centro-Oeste, os registros incluem Guarani Kaiowá, Terena, Xavante, Bakairi e Kalapalo. Os Guarani Kaiowá têm candidatos a governador, senador e deputado federal. Já no Nordeste, estão representadas as etnias Potiguara, Pataxó, Pankará, Puri, Kariri, Kiriri, Tapeba e Xucuru. No Sul e no Sudeste, aparecem Kaingang, Xokleng, Guarani Mbya, Krenak, Xacriabá e Tupiniquim.

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O aumento da participação indígena ocorre em paralelo a mudanças nas regras eleitorais. Resolução aprovada pelo TSE em fevereiro determinou que os partidos destinem recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário às candidaturas indígenas de acordo com a proporção desses candidatos entre os nomes registrados pela legenda, respeitadas as regras relacionadas à participação de homens e mulheres.