AtlasIntel testa quatro cenários na eleição presidencial; divulgação será na terça

Levantamento nacional ouve 5 mil eleitores e vai testar cenários de primeiro e segundo turno, além da avaliação do governo e temas econômicos

O levantamento, identificado pelo número BR-08602/2026, ouve 5 mil eleitores desde ontem - Flow

A AtlasIntel registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma nova pesquisa nacional sobre a disputa pelo Palácio do Planalto. O levantamento, identificado pelo número BR-08602/2026, ouve 5 mil eleitores desde ontem. As entrevistas seguem até segunda-feira (27/7). A divulgação está prevista para terça-feira (28/7). Em duas oportunidades, o PL, partido de Flávio Bolsonaro, apresentou ao TSE a impugnação de pesquisas da AtlasIntel. Nos próximos dias, estão previstas as divulgações das sondagens eleitorais do Datafolha (amanhã) e da Nexus/BTG Pactual (segunda-feira).

A nova pesquisa AtlasIntel é financiada pela própria empresa, com custo informado de R$ 80 mil. De acordo com o registro no TSE, a margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança chega a 95%. As entrevistas são feitas pela internet, por meio de um questionário estruturado. Depois da coleta, os dados passaram por um processo de ponderação para reproduzir a composição do eleitorado brasileiro.

O formulário traz quatro simulações de primeiro turno. A mais ampla reúne 11 nomes: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Edmilson Costa, Hertz Dias, Renan Santos, Rui Costa Pimenta e Samara Martins. Também aparecem as opções de voto branco ou nulo e de indecisão.

Nos demais testes, a lista de concorrentes é reduzida. Em um deles, Lula enfrenta Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Outro troca Flávio por Michelle Bolsonaro. Há ainda uma hipótese sem Lula, em que Fernando Haddad aparece como representante do campo governista.

O questionário também resgata a disputa de 2022. Os entrevistados são convidados a dizer em quem votariam caso a eleição fosse repetida, com Lula, Jair Bolsonaro, Simone Tebet, Ciro Gomes e os demais candidatos daquele pleito.

Testes para o segundo turno

Além das simulações de primeiro turno, a pesquisa explora possíveis confrontos na etapa decisiva da eleição. Lula é testado contra Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Jair Bolsonaro. Sem o presidente na disputa, aparecem combinações como Fernando Haddad contra Flávio Bolsonaro e Geraldo Alckmin diante do senador.

A proposta é medir como o eleitor reage a diferentes composições antes da definição oficial das candidaturas.

Avaliação do governo e da economia

A intenção de voto ocupa apenas parte do questionário. Os entrevistados também avaliam o governo Lula, além das administrações estaduais e municipais. Há perguntas sobre a imagem de lideranças políticas, rejeição a possíveis candidatos e confiança em diferentes nomes para conduzir áreas como economia, saúde, educação e segurança pública.

O levantamento ainda investiga quais são, na percepção da população, os principais problemas do país e como os eleitores enxergam temas econômicos, como inflação, mercado de trabalho, expectativa para os próximos meses e intenção de comprar bens duráveis.

Tarifas dos EUA entram na pesquisa

Um dos blocos aborda a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os entrevistados respondem se conhecem a tarifa adicional de 25% aplicada pelos norte-americanos a produtos brasileiros, como avaliam as negociações entre os dois países e quem consideram responsável pelo impasse.

Também são feitas perguntas sobre uma eventual influência da política dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, a possibilidade de concessões por parte do governo brasileiro, medidas de reciprocidade comercial e os impactos das tarifas para a soberania nacional.

A AtlasIntel informa ainda que os dados passam por processos internos de conferência antes da divulgação. A empresa afirma revisar manualmente pelo menos 15% dos questionários para identificar eventuais inconsistências na coleta.