Após Quaest, Real Time inicia nova pesquisa para presidente

Com custo de R$ 30 mil e recursos próprios, levantamento nacional ouvirá 2 mil eleitores a partir de sábado e divulgará os resultados na terça-feira

A metodologia aplicada pela Real Time Big Data utiliza uma abordagem mista para entrevistar os eleitores. O questionário estruturado será aplicado por meio de contatos telefônicos e plataformas digitais, operados de forma conjunta por entrevistadores humanos e sistemas de inteligência artificial - Flow

O cenário da eleição presidencial ganha novos dados na próxima semana. Após a recente repercussão da Pesquisa Quaest/Genial, o instituto Real Time Big Data inicia, neste sábado (18/7), a coleta de intenções de voto para a Presidência da República. O levantamento, registrado sob o número BR-09247/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trará um panorama atualizado das preferências do eleitorado nacional.

No questionário, um dos pontos que chama a atenção é se o entrevistado “concorda ou discorda das seguintes afirmações faladas por pré-candidatos à presidência”. A pesquisa eleitoral é totalmente financiada com recursos próprios da empresa Real Time Mídia Ltda., segundo informado ao TSE. O instituto de pesquisa alega que investiu R$ 30 mil na realização do projeto. A coleta das opiniões vai até a segunda-feira (20/7). Já a divulgação oficial dos resultados está agendada para a terça-feira seguinte.

Reprodução/TSE – Trecho do questionário que será aplicado aos entrevistados

A metodologia aplicada pela Real Time Big Data utiliza uma abordagem mista para entrevistar os eleitores. O questionário estruturado será aplicado por meio de contatos telefônicos e plataformas digitais, operados de forma conjunta por entrevistadores humanos e sistemas de inteligência artificial.

A amostragem foi desenhada em três estágios para representar a população brasileira. No primeiro e no segundo estágios, os municípios e as localidades internas são definidos por sorteio probabilístico proporcional ao tamanho. No terceiro estágio, os entrevistadores selecionam os participantes conforme cotas rígidas de gênero, faixa etária, escolaridade e renda doméstica.

A divisão por gênero prevê a participação de 52,82% de mulheres e 47,18% de homens, com base em estatísticas de junho de 2026 do TSE. A distribuição etária abrange desde jovens de 16 anos, que representam 0,46% da amostra, até idosos com mais de 79 anos, equivalentes a 3,37% dos entrevistados. Os grupos com maior representação na pesquisa são os eleitores de 45 a 59 anos, com 25,42%, seguidos pela faixa de 35 a 44 anos, com 19,74%.

O levantamento nacional ouvirá 2 mil pessoas e trabalhará com um nível de confiança estimado de 95%. A margem de erro máxima é de aproximadamente 2 pontos percentuais. O plano metodológico prevê ainda uma ponderação para ajuste caso ocorra desvio superior a 3 pontos percentuais nas variáveis de sexo e idade coletadas em campo.