A policial civil Karen Tatiane Langkammer, 41 anos, conhecida como Delegada Karen, disputa uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo União Brasil. Com 16 anos de atuação na segurança pública, ela concentra as propostas em temas como proteção às mulheres, infância, famílias de crianças neurodivergentes, segurança pública e esporte.
Criada no Areal, Karen começou a carreira como papiloscopista no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Depois de concluir o curso de direito, ingressou na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), onde atua como delegada há sete anos.
Na Polícia Civil, passou pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Ceilândia, pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e pela 19ª DP, no Sol Nascente. Em 2023, assumiu a direção da Divisão de Atendimento à Mulher (DIVAM), responsável pela coordenação de políticas de atendimento às vítimas de violência. Durante o período, participou da expansão dos Núcleos de Atendimento à Mulher (NUAMs) nas delegacias do Distrito Federal.
A entrada na política ocorreu após um episódio registrado em dezembro de 2023. De folga e desarmada, Karen interveio em uma agressão contra uma mulher em um restaurante e foi atingida por disparos nos pés. O autor dos tiros era policial civil. O episódio, segundo a candidata ao blog, contribuiu para a decisão de disputar a eleição.
Na área de proteção às mulheres, as propostas apresentadas incluem o reajuste do auxílio-aluguel destinado a vítimas em situação de vulnerabilidade e a criação de alojamentos de acolhimento que permitam a permanência dos filhos. A candidata também defende medidas específicas para famílias de crianças neurodivergentes, como gratuidade no transporte público para mães e atendimento prioritário em serviços públicos.
O esporte é outro eixo da plataforma. A proposta é ampliar a infraestrutura esportiva em comunidades, com a prática esportiva tratada como instrumento de prevenção à violência e de promoção da saúde e da convivência social. A plataforma inclui ainda medidas nas áreas de saúde, educação, mobilidade urbana e transparência pública. Na segurança, a experiência profissional da candidata é apresentada como referência para a formulação das propostas.
À Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 191,2 mil. Até meados de setembro, a campanha havia registrado R$ 186,1 mil em receitas, conforme os dados do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sendo a maior parte proveniente do Fundo Partidário. A candidatura integra o União Brasil, na Federação União Progressista, em coligação com o PP.
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