Aliados de Michelle apostam em tempo de TV; base de Leila mira reforçar bancada no Senado

Última pesquisa Correio/Opinião mostra senadora à frente da ex-primeira-dama dentro da margem de erro, mas apoiadores das duas campanhas veem cenários distintos para outubro no DF

Aliados de Michelle apostam em tempo de TV; base de Leila mira reforçar bancada no Senado
Créditos: Reprodução/Instagram; Marcelo Ferreira/CB/D.A PressAliados de Michelle apostam em tempo de TV; base de Leila mira reforçar bancada no Senado

A mais recente pesquisa Correio/Opinião colocou a senadora Leila Barros (PDT-DF) na frente da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) na disputa pelo Senado no Distrito Federal. A diferença, no entanto, está dentro da margem de erro, o que caracteriza um empate técnico entre as duas candidatas.

Segundo fontes ligadas à campanha de Michelle, a estratégia da chapa aposta justamente na desigualdade de tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV como fator decisivo para reverter o quadro. De acordo com esse relato, Michelle e a vice na chapa, Bia, terão volume expressivo de inserções diárias, enquanto adversários como Sebastião Coelho, Leila Barros e Kokay contarão com espaço bem mais reduzido.

A aposta, segundo essas fontes, não é inédita. A comparação feita é com a campanha da senadora Damares Alves, eleita com uma estratégia semelhante de forte presença nas inserções de TV e rádio ao longo do pleito de 2022. Além do tempo de propaganda, integrantes da campanha mencionam o fechamento de alianças com igrejas, setor produtivo e setores da sociedade civil organizada como parte do esforço para consolidar o eleitorado bolsonarista na reta final.

Do outro lado, fontes ligadas à campanha de Leila Barros traçam uma leitura pragmática do cenário. Segundo esse relato, a equipe tem clareza sobre a força de Michelle e o peso do eleitorado bolsonarista em Brasília, o que exige uma estratégia de campanha que garanta representação no Senado independentemente do resultado exato entre as duas vagas em disputa.

Ainda de acordo com essas fontes, a prioridade da chapa é assegurar que o presidente Lula tenha ao menos uma senadora aliada representando o DF a partir de 2027, seja ela Leila ou Erika Kokay (PT-DF). Eleger as duas, segundo esse mesmo relato, é o cenário desejado pela campanha, que trabalha para ampliar as chances nesse sentido até a reta final.

O contraste entre os discursos dos dois campos ilustra estratégias distintas para a reta final da campanha. Enquanto o entorno de Michelle mira a ampliação de sua vantagem por meio da exposição midiática, a base de Leila combina o objetivo de eleger as duas senadoras com uma leitura realista sobre a competitividade da disputa.