Os principais candidatos da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaram à campanha presidencial sem conseguir ampliar alianças para além de seus próprios partidos. O resultado é a formação de chapas “puro-sangue”, com candidatos a vice das mesmas legendas dos cabeças de chapa.
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O cenário foi consolidado nesta quarta-feira (5/8), com o anúncio do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A definição confirmou que a sigla também disputará a eleição sem um aliado de outra sigla na composição da chapa.
Antes disso, Romeu Zema (Novo) já havia confirmado o senador Eduardo Girão como vice, enquanto Renan Santos (Missão) escolheu Aroldo Medina para completar a chapa. Ronaldo Caiado (PSD) também optou por uma composição interna ao indicar Gilberto Kassab como candidato a vice.
A dificuldade para ampliar as alianças ocorre após União Brasil, PP, Republicanos, MDB, Podemos e PSDB decidirem não apoiar nenhum candidato à Presidência neste momento. A neutralidade dessas legendas reduziu as opções para os presidenciáveis da oposição e inviabilizou a formação de chapas com partidos de fora de seus grupos políticos.
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O único nome que ainda não anunciou o vice é o escritor Augusto Cury (Avante). Mesmo assim, as alternativas são limitadas diante da ausência de partidos dispostos a integrar uma aliança eleitoral.
O quadro contrasta com a situação de Lula que tem como vice Geraldo Alckimin (PSB). Diferentemente dos principais adversários, o presidente entra na corrida com uma coalizão formada por mais de um partido, sem depender de uma chapa exclusivamente composta por integrantes da própria legenda.
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