A ex-ministra da Saúde Nísia Trindade será candidata a deputada federal pelo PT no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito neste fim de semana pelas redes sociais e marca a estreia da sanitarista na disputa por um cargo eletivo, após anos dedicados à pesquisa, à gestão pública e ao comando de instituições ligadas à saúde.
Com a confirmação da candidatura durante a convenção estadual da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) no Rio de Janeiro no sábado (1º/8), Nísia apresentou as bandeiras que pretende levar para a campanha. A defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), da ciência, dos direitos das mulheres e de políticas voltadas ao combate à desigualdade aparece como eixo central de sua candidatura. “Enfrentei o negacionismo quando o Brasil mais precisava de responsabilidade, diálogo e coragem”, escreveu ela, em postagem nas redes sociais. A ex-ministra da Saúde vai apoiar Eduardo Paes (PSD) para o governo estadual e os nomes de Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) para o Senado. “Sigo acreditando que a política deve servir para proteger as pessoas e construir um futuro melhor para o Rio de Janeiro e para o Brasil.”
Discurso voltado à saúde pública
A publicação deixa claro que Nísia pretende transformar em plataforma eleitoral as pautas que defenderam sua atuação no Ministério da Saúde e, antes disso, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “A minha caminhada em defesa da saúde, do SUS, da ciência, das mulheres e no combate à desigualdade só está começando. Vamos juntos?”, afirmou. Ao final da mensagem, pediu que apoiadores compartilhassem o conteúdo com a hashtag #SouNísia.
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Biografia
Nascida no Rio de Janeiro, Nísia tem 68 anos. É sanitarista, cientista social, socióloga, pesquisadora e professora universitária. Também integra a Academia Brasileira de Ciências como membro titular. Entre 2017 e 2022, presidiu a Fundação Oswaldo Cruz. Foi a primeira mulher a ocupar o cargo na história da instituição, uma das principais referências do país em pesquisa científica e saúde pública. Em 2023, assumiu o Ministério da Saúde, onde permaneceu até 2025.
Nísia deixou o ministério em fevereiro daquele ano, quando foi substituída por Alexandre Padilha. A demissão de Nísia ocorreu como parte de uma reforma ministerial em etapas para fortalecer a posição do governo Lula em duas áreas críticas: a relação com o Congresso e a recuperação da popularidade junto ao eleitorado.
A candidatura de Nísia ainda não está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).