A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) voltou a integrar, em 2025, o Índice Dow Jones Best in Class (DJ BIC), permanecendo em uma carteira que reúne empresas com melhor desempenho em critérios de sustentabilidade.
A inclusão marca o 26º ano consecutivo da estatal no indicador desde sua criação, em 1999 — uma permanência incomum, especialmente fora do eixo europeu, que concentra a maior parte das companhias listadas.
O índice, referência para investidores interessados em práticas ESG (ambientais, sociais e de governança), seleciona apenas 10% das mais de 2.500 empresas avaliadas globalmente em cada setor. No caso da Cemig, a presença contínua sugere consistência em indicadores formais de gestão, embora não necessariamente reflita, de forma isolada, o impacto real de suas operações no território ou eventuais controvérsias associadas ao setor elétrico brasileiro.
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A metodologia do DJ BIC combina respostas a questionários corporativos com análise de dados públicos, sob coordenação da S&P Global e auditoria da Deloitte. O processo prioriza transparência, governança e políticas institucionais — critérios cada vez mais valorizados pelo mercado financeiro, mas também criticados por, em alguns casos, privilegiarem compromissos declarados em vez de resultados concretos.
A recorrência da Cemig no índice ocorre em um contexto de maior pressão sobre empresas de energia em relação à transição energética e à redução de emissões. Ainda assim, especialistas apontam que a presença em rankings globais não elimina desafios estruturais do setor no Brasil, como dependência hídrica, conflitos socioambientais e necessidade de expansão da matriz limpa.