Autor: Marcos Paulo Lima

  • Não publica – Teste Tecnologia

    Não publica – Teste Tecnologia

    A Praça São Lucas, na Vila Cruzeiro, carrega marcas que o tempo não apaga. Em 2025, a ‘Operação Contenção’ transformou o espaço em símbolo de luto, com mais de 60 corpos enfileirados. Hoje, porém, o cenário ganhou novas cores. Às vésperas da Copa do Mundo, o concreto marcado pela tragédia se converteu em esperança, tomada por pinturas verdes e amarelas que reúnem moradores em torno de um mesmo sonho: o hexacampeonato brasileiro.

    A maior operação militar realizada no Rio de Janeiro deixou para trás cenas de luto, dor e desesperança. Em 2026, porém, o contraste salta aos olhos: onde a tragédia marcou o concreto, o verde e amarelo agora devolvem cor ao espaço. As feridas permanecem, mas a Copa do Mundo transforma a praça em um símbolo de resistência, mostrando que, mesmo após os capítulos mais sombrios, a esperança ainda encontra caminhos para florescer.

    “Onde um dia foi palco do resultado da maior operação policial do estado do Rio de Janeiro, hoje, está pintada e é um novo marco na história da Penha”, afirmou Cadu Maia, comunicador responsável por registrar a arte nas ruas da comunidade.

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    A pintura transforma o asfalto em narrativa. A arte nasce com a imagem do Cristo Redentor, acompanha um menino fazendo embaixadinhas e atravessa o nome “Brasil”, colorido de azul e amarelo. Mais adiante, surge Neymar Jr., seguido pela figura de um jogador erguendo a taça mais desejada do futebol. Ao fim do percurso, uma frase sintetiza o sentimento que colore a rua: “Rumo ao hexa”.

    Corpos são vistos enfileirados na Praça São Lucas, na favela Vila Cruzeiro, no complexo da Penha, Rio de Janeiro, Brasil, em 29 de outubro de 2025, após a Operação Contenção
    ‘Operação Contenção’ resultou na morte de 122 pessoas: 60 corpos foram colocados lado a lado na Praça São Lucas(foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP)

    A ‘Operação Contenção’ foi uma grande ação conjunta das polícias civil e militar ocorrida em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e Alemão. O resultado foi a morte de 122 pessoas, sendo 117 suspeitos civis e cinco agentes de segurança, segundo dados oficiais. Na Praça São Lucas, ao menos 60 corpos foram colocados lado a lado, onde familiares desesperados realizaram o reconhecimento e o resgate para os trâmites funerários.