A Íris, primeira ferramenta de predição eleitoral aberta ao público, segue mostrando o pêndulo da preferência dos eleitores cada vez mais inclinado à direita, aumentando as chances de vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Nesta quarta-feira (23/9), a inclinação do indicador voltou-se para o principal rival do Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma semana depois de o petista anunciar o reajuste de 15% no Bolsa Família, que custará aos cofres públicos mais R$ 5,8 bilhões, neste ano, e R$ 22,7 bilhões, no Orçamento do ano que vem. A equipe econômica ainda precisa atualizar a nova despesa no conjunto do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) enviado ao Congresso Nacional no fim de agosto e que ainda não tem tramitação e relator definidos.
Hoje, o candidato do PL tem 71% de chance de ser eleito, enquanto o atual presidente estava com 29% de probabilidade de reeleição. Na semana passada, de acordo com o pêndulo, Lula detinha 42% das intenções de voto, e o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tinha 58% de chances de vitória nas urnas.
`Pêndulo de predição
Lançada há pouco mais de três meses, a Íris tem um pêndulo que oscila para a direita e para a esquerda continuamente, baseado nas pesquisas eleitorais que são divulgadas, podendo mudar diariamente.
Esse pêndulo representa a probabilidade do resultado final da eleição projetado pela Íris, e, portanto, oscila entre os dois campos ideológicos, conforme a chance combinada de vitória dos candidatos a cada levantamento dos institutos de pesquisa, que não param de divulgar seus resultados nessa reta final do primeiro turno, em 4 de outubro.
Conforme dados da pesquisa Altas/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira, os dois candidatos estão empatados tecnicamente, mas Lula passou a ter uma vantagem numérica sobre Flávio nas intenções de voto, no segundo turno, de 47,7% contra 47,4%.
O pêndulo vai pender para o lado com maior chance de vencer. E quanto maior for a incerteza sobre o resultado final, mais ele balança, conforme mostra o site da Íris. As chances dos candidatos nas eleições podem mudar a qualquer momento, levando em consideração sempre as pesquisas de opinião. Com isso, o pêndulo reproduz a combinação da incerteza inerente à qualquer campanha eleitoral e com um cálculo estatístico inspirado em modelos consagrados em outros países.
Foto do pêndulo hoje
