O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) divulgou, nesta sexta-feira (11/9) o relatório referente ao primeiro semestre de 2026, informando aumento de 1,5% no patrimônio líquido e salto de 41,8% na liquidez, em comparação ao saldo de dezembro de 2025, mesmo após os pagamentos de R$ 50,4 bilhões para cerca de 2,2 milhões de beneficiários de oito instituições liquidadas desde 2023, como Banco Master e Letsbank, em 2025, e Banco Pleno e Will Bank, neste ano.
O patrimônio líquido do Fundo alcançou R$ 125,1 bilhões, no fim de junho, dado 1,5% acima dos R$ 123,2 bilhões contabilizados em dezembro de 2025. No mesmo período, a liquidez — saldo disponível para pagamentos aos beneficiários e credores de instituições liquidadas — cresceu 41,8%, passando de R$ 81,7 bilhões para R$ 115,9 bilhões, principalmente, devido ao aumento dos aportes dos bancos associados após os desembolsos para cobrir a quebradeira das instituições do Master.
“Esse resultado incorpora os efeitos da antecipação de contribuições deliberada pelo Conselho de Administração em fevereiro e implementada em março de 2026. As instituições associadas puderam optar pela antecipação integral de 60 contribuições ordinárias ou pelo pagamento parcelado do mesmo valor”, destacou o documento. Conforme os dados do relatório, as associadas atenderam ao cronograma estabelecido para o recolhimento dos valores, o que resultou no recebimento de R$ 32 bilhões em contribuições antecipadas. Com isso, a liquidez do FGC aumentou de 1,48%, no fim de 2025, para a 2,02% do total de depósitos elegíveis à garantia no fim de junho. A meta de liquidez estabelecida pelo FGC, contudo é superior, corresponde a 2,5% do total de depósitos elegíveis.
O indicador considera os recursos transformáveis em caixa, incluindo disponibilidades imediatas e títulos públicos federais, deduzidos o saldo da reserva contábil do Fundo de Resolução (FR), bem como os passivos e provisões reconhecidos nas demonstrações financeiras. Para fins desse cálculo, não é considerado o saldo referente às antecipações de contribuições realizadas pelas instituições associadas.
Conforme o regulamento, o FGC deve constituir reserva contábil, cuja meta é de 1% do total dos depósitos elegíveis à garantia. A transferência de receitas para a reserva FR ocorre mensalmente, desde que o nível de liquidez do FGC seja superior a 2,30% do total do saldo dos depósitos elegíveis. No fim do primeiro semestre de 2026, a reserva FR apresentava saldo de R$ 29,3 bilhões, equivalente a 0,51% dos depósitos elegíveis, de acordo com informações do relatório semestral de 23 páginas.
No fim de junho, o total de depósitos no sistema financeiro coberto pelo FGC somou R$ 5,7 trilhões, dado 3,6% superior aos R$ 5,5 trilhões contabilizados no fim de 2025. Um dos critérios para o pagamento das garantias do FGC é o limite de R$ 250 mil por CPF.