A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou pelo terceiro mês consecutivo e chegou a 44% na edição de março da Pesquisa Genial Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11/3). É o menor patamar desde julho de 2025.
Enquanto isso, a desaprovação do terceiro mandato do petista voltou a subir depois de dois meses de estabilidade e alcançou 51% dos eleitores brasileiros — maior nível desde setembro de 2025. Com isso, os dados indicam piora na avaliação do governo Lula e a diferença entre aprovação e desaprovação do governo Lula aumentou de quatro para sete pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.
A terceira edição de 2026 do levantamento da Quaest, realizado em parceira com a Genial Investimentos, revela que 47% dos eleitores consideram que em relação aos dois primeiros mandatos, a atual gestão de Lula está pior, percentual acima dos 42% registrados em fevereiro.
A avaliação negativa do governo passou de 39% para 43% entre fevereiro e março, atingindo maior patamar desde março de 2025.
A desaprovação de Lula teve maior crescimento entre os eleitores independentes, passando de 52%, em fevereiro, para 57%, em março. Entre as mulheres, tradicional grupo de apoio ao presidente, a desaprovação superou a aprovação pela primeira vez: 48% a 46%. E, entre jovens eleitores de até 34 anos, a desaprovação avançou de 50% para 56%. Entre os católicos, a desaprovação vem subindo desde janeiro e chegou a de 47%, contra 49% de aprovação. Só no Nordeste a aprovação continua em alta, avançando de 61% para 64% em relação à pesquisa anterior.

Economia piora
A percepção dos eleitores sobre economia, que já era negativa, também mostrou piora, de acordo com a pesquisa. Segundo o levantamento, para 48% dos entrevistados a situação piorou. Em fevereiro, esse percentual era de 43% em fevereiro. Para para 26%, a percepção da economia ficou do mesmo jeito , abaixo dos 30% de fevereiro. E apenas para 24% dos eleitores a economia melhorou – mesmo percentual das duas pesquisas anteriores.
A expectativa de melhora no futuro recuou em janeiro para 41%. Outros 34% esperam na economia e e 21% que acham que vai ficar do mesmo jeito.
Na avaliação dos eleitores, a isenção de pagamento do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil teve impacto inferior do que o esperado. Entre os que disseram ter sentido algum impacto na renda depois da isenção, apenas 17% dizem que a renda aumentou significativamente, e 34% que a renda aumentou, mas não muito. Entre os que ganham até dois salários mínimos, 42% dizem não ter sentido diferença. Além disso 52% dos que recebem de dois a cinco pisos salarias dizem o mesmo e, entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, o percentual foi de 46%
A Quaest realizou a pesquisa entre os dias 6 e 9 de março. Foram entrevistados presencialmente 2.004 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais.