Mercado de carros usados no DF cresce 7% no ano

Os modelos seminovos, aqueles com até 3 anos de uso, foram os preferidos, com 19,2% de alta. Em todo o país, a expectativa é de que as vendas baterão novo recorde

As vendas de automóveis e comerciais leves e pesados no Distrito Federal cresceram 7% no acumulado do ano em relação ao mesmo período do ano passado. O destaque fica para os seminovos (de até três anos de uso), com uma elevação de 19,2%. Os ‘velhinhos’ (aqueles com 13 anos ou mais) tiveram aumento de 13,6%, segundo relatório da Fenauto, a associação dos revendedores independentes de autos. 

O desempenho de Goiás, porém, foi superior, com 11,9%. Mato Grosso do Sul chegou a 8,3%; Mato Grosso, porém, teve elevação de 6,5%. O subsegmento de comerciais pesados (ônibus e caminhões), as vendas cresceram 18,9%. Esse percentual mostra que o setor produtivo não está paralizado. 

O mercado nacional, por sua vez, levando-se em conta o desempenho de julho em relação a junho, o crescimento foi de 10,7%. Ao todo, 1.754.785 unidades trocaram de propriedade no período, superando os 1.585.208 veículos comercializados em junho. No acumulado do ano, o segmento sinaliza novo recorde, com 10,8 milhões de unidades. O montante representa uma expansão de 7,7% em volume nominal e um expressivo ganho de 9,2% na média por dia útil em relação ao mesmo intervalo de 2025.

A consistência dos dados mensais mantém o otimismo da Fenauto, apontando para um fechamento de ano com números sem precedentes. “Apesar de ainda termos pela frente o período das eleições, a expectativa é de que um novo recorde de vendas aconteça até o final do ano”, ressalta Everton Fernandes, presidente da entidade. 

Segundo ele, é nessa época que as vendas no comércio sempre registram resultados mais significativos. “Por isso, estimamos que chegaremos ao final de 2026 perto dos 20 milhões de veículos comercializados”, projeta ele. Sobre julho em relação a junho deste ano, a alta foi de 10,7%.

Em relação às vendas de 0km, apesar de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por juros e inadimplência elevados, além de pressões inflacionárias decorrentes de conflitos geopolíticos, houve uma expressiva alta de 16% no acumulado do ano.