Michelle vai priorizar agendas de campanha à tarde e à noite

A estratégia foi antecipada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). "Teremos que ser criativos", afirmou a parlamentar

Michelle foi anunciada como candidata ao Senado durante convenção do PL-DF
A dificuldade de conciliar a campanha eleitoral com os cuidados ao ex-presidente já havia sido mencionada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto quando o nome da ex-primeira-dama ainda era cogitdo (Foto: Flickr/ PL Mulher)

A campanha de Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado pelo Distrito Federal será concentrada em compromissos no período da tarde e da noite, dada a necessidade de adaptação aos cuidados prestados pela ex-primeira-dama ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A estratégia foi antecipada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). “Teremos que ser criativos”, afirmou a parlamentar ao blog ao comentar a logística da campanha.

A dificuldade de conciliar a campanha eleitoral com os cuidados ao ex-presidente já havia sido mencionada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto quando o nome da ex-primeira-dama ainda era cogitado.

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Em junho, o dirigente afirmou que a situação de Jair Bolsonaro, que cumpre pena em prisão domiciliar por liderar uma tentativa de golpe, representa um dos principais desafios para a agenda eleitoral de Michelle. “O grande problema é que a Justiça não autoriza alguém que possa cuidar dele em casa. Ela precisa ir para outros estados para fazer campanha”, declarou Costa Neto, ao Correio, na ocasião.

Michelle foi oficializada no domingo (2/8) como pré-candidata ao Senado durante a convenção do PL-DF, em Brasília, com a deputada federal Bia Kicis (PL-DF). A ex-primeira-dama, no entanto, não participou do evento por causa de uma crise de enxaqueca. A convenção marcaria a primeira aparição pública ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, após o período de desgaste na relação entre os dois.

Na ausência de Michelle, uma carta foi lida por seu irmão, Diego Torres, que integrará a chapa como primeiro suplente. Na mensagem, ela chama Flávio de “nosso futuro presidente” e afirma que Jair Bolsonaro o escolheu para liderar o grupo político nas eleições.

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A reaproximação entre Michelle e Flávio começou em julho, quando o senador publicou um novo pedido público de desculpas nas redes sociais. Em seguida, a ex-primeira-dama respondeu com um vídeo informando que aceitava o pedido.