O Ministério da Fazenda lançou um painel de monitoramento do Plano de Transformação Ecológica, desenvolvido em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A plataforma permite acompanhar o progresso das ações do governo federal em seis áreas estratégicas: finanças sustentáveis, adensamento tecnológico, bioeconomia e sistemas agroalimentares, transição energética, economia circular e nova infraestrutura.
Ao todo, o plano contabiliza cerca de 250 ações nos últimos dois anos. Segundo o painel, 64% das iniciativas previstas já foram implementadas, enquanto 36% seguem em andamento. Finanças sustentáveis lideram o avanço, com 77% das metas concluídas, e nova infraestrutura registra o menor progresso, com 42% das ações cumpridas.
Entre os projetos em execução na área de finanças sustentáveis, destacam-se a criação do órgão gestor do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).
O balanço do plano foi apresentado pelo secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, durante a Rio Climate Action Week. Segundo ele, o olhar do governo de longo prazo foca em três objetivos principais.
“Aumentar a produtividade e a inovação tecnológica, desacoplar o crescimento econômico do impacto ambiental, especialmente das emissões de gases de efeito estufa, e garantir uma distribuição equitativa das riquezas produzidas”, afirmou.
O governo também pretende lançar três linhas do programa EcoInvest, voltadas a atrair capital privado para projetos sustentáveis: uma focada na estruturação de projetos, outra em hedge cambial e uma terceira para garantir liquidez e proteção cambial.
“Esse conjunto de medidas viabiliza um crescimento do PIB maior do que o cenário base, geração de empregos superior e redução das emissões significativamente acima do que teríamos sem o plano”, destacou Dubeux.
O plano também contempla iniciativas inovadoras, como a conversão de cigarros contrabandeados apreendidos em fertilizantes e outros insumos industriais, e o reaproveitamento de kits de computador obsoletos, que são reformados e distribuídos em escolas públicas.