Com alta de 2,3% no PIB de 2025, Brasil perde uma posição no ranking global

Desempenho do PIB brasileiro em 2025 fica abaixo da média dos emergentes e faz o país perder uma posição no ranking global, para a 11ª colocação, enquanto Rússia sobe do 11º para o 9º lugar, segundo Austin Rating

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou variação de 0,1%, no quarto trimestre de 2025, conforme dados divulgados, nesta terça-feira (03/3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e, com isso, o indicador de riqueza do país praticamente andou de lado em relação aos três meses anteriores, quando ficou estável. No acumulado do ano passado, o PIB cresceu 2,3%, dado que fez o país perder uma posição no ranking global, de acordo com dados levantados pela Austin Rating.

Em valores correntes, o PIB do Brasil somou R$ 12,7 trilhões, e, em dólares, o valor do PIB ficou em US$ 2,268 trilhões. Com isso, o país caiu do 10º para o 11º lugar no ranking global entre 2024 e 2025. Os Estados Unidos seguem em 1º lugar, com um PIB de US$ 30,6 trilhões, seguidos por China (US$ 19,4 trilhões), Alemanha (US$ 5 trilhões), Japão (US$ 4,2 trilhões) e Índia (US$ 4,1 trilhões). A Rússia, que estava em 11º lugar em 2024, ultrapassou o Brasil e agora está no 9º lugar.

“Essa perda de posição não é demérito do Brasil, porque a Rússia teve uma valorização muito forte do rublo depois de ter tido uma desvalorização gigantesca em 2023, no início da guerra com a Ucrânia. Então, foi muito mais por uma valorização do rubro do que por um demérito do Brasil. Mas mesmo assim, o Brasil cresceu um pouco menos do que alguns países emergentes”, explicou Alex Agostini, economista-chefe da Austin. 

De acordo com o especialista, o Brasil também cresceu bem menos do que os países do Brics, grupo originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China que, depois de ter a inclusão da África do Sul, foi ampliado e possui 11 países membros. “Em comparação com os países do Brics, que cresceram em torno de 4% e 4,5%, o Brasil teve demérito sim, pois registrou avanço de 2,3%”, comparou. 

A alta de 0,1% no PIB brasileiro no quarto trimestre de 2025 ficou abaixo da média de 0,6% dos 60 países do ranking da Austin divulgado hoje após os dados do IBGE. A listagem tem Taiwan em primeiro lugar, com expansão de 5,4% no quarto trimestre de 2025, seguido por Cingapura (2,1%) e Malta (2,1%). O Brasil ficou na 39ª colocação, atrás da Colômbia que ficou em 38º lugar.

Na avaliação de Agostini, o grande destaque do PIB do quarto trimestre de 2025 foi o setor agropecuário, que teve uma safra recorde no ano passado. “Mas vale lembrar que esse setor é o que tem o maior nível de produtividade no país, enquanto os outros setores, como indústria, comércio e serviços, não conseguem ter essa mesma evolução na produtividade”, destacou ele, lembrando da discussão no Congresso Nacional do fim da jornada 6×1 que pode agravar esse problema da baixa produtividade do trabalhador brasileiro.

“Bares, restaurantes, postos de gasolina, farmácia e hotéis, vão ter dificuldade para substituírem a mão de obra com a produtividade atual”, acrescentou o economista. Ele ainda prevê que, diante do cenário global, o Brasil seguirá no 11º lugar no ranking mundial neste ano.

Confira o novo ranking global elaborado pela Austin: